domingo, 1 de junho de 2014

Sumida do blog, mas não do cinema...

Preguiça que veio junto com o friozinho abençoado que faz em nossa cidade.  Só isso explica a minha displicência em deixar de publicar as resenhas sobre os últimos filmes vistos.  Não que eu tenha me afastado do meu lazer predileto, longe disso.  Semanalmente, bato o meu ponto na sala de projeção.  É verdade que não vi filmes extraordinários no período, mas todos mereceriam uma boa resenha.
Vamos então dar uma atualizada nas películas conferidas no último mês:
- Getúlio;
- O que os homens pensam;
- Praia do Futuro;
- Os homens são de Marte... é pra lá que eu vou!
Em poucas palavras, vou destacar os méritos de cada um:  "Getúlio" nos traz um excelente Tony Ramos interpretando o ex-presidente e, de quebra, nos mostra um panorama do Brasil daquela época que, ao que parece, nunca se livrou de maracutaias, corrupção beneficiamento ilícito.  Boa aula de história do Brasil - "lado b".
"O que os homens pensam" é uma comédia de esquetes espanhola que procura desvendar exatamente o que o título mostra.  Assim, são mostradas clássicas situações em que a reação masculina é quase universal - a fraternidade que existe entre os homens, a depressão causada pela "dor de corno", a dificuldade de sincronia com o pensamento feminino.  Enfim, um pequeno manual divertido de homem.  Com atores de primeira, incluindo o genial Ricardo Darín, é um filme com ótimos diálogos e montagem competente.
"Praia do Futuro", a despeito do furor que vem causando nos espectadores mais sensíveis por causa de suas cenas de sexo homoafetivo, é um filme de incontestável beleza plástica.  A fotografia é essencial para entender a história e o diretor Karim Ainouz soube como ninguém utilizar esse recurso.  É um filme para sentir e não para racionalizar.  Explora sons, silêncios, expressões e imagens, sem ser "cabeça" demais.
"Os homens são de Marte... é pra lá que eu vou!", é uma delícia de comédia romântica pronta para agradar o grande público, sem que isso desmereça os seus predicados.  Sim, o final é um pouco forçado e artificial, mas as situações mostradas são ótimas, reforçadas pela contribuição imprescindível de Paulo Gustavo, em sintonia muito boa com Mônica Martelli.  Cinema sem pretensões, mas bem feito e, por isso, muito palatável.
Acho que foi isso.  Vou tentar não me deixar levar pela preguiça do inverno e manter os posts atualizados...

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