Em minha humilde opinião, melhor que assistir aos filmes de Woody Allen, é assistir aos filmes nos quais Woody Allen atua. Econômico em relação às suas aparições como ator, Allen resolveu dar as caras em um filme dirigido pelo parceiro de trabalhos anteriores, John Turturro. O presente, quem ganhou foi o público aficcionado pelo diretor de "Blue Jasmine" e por comédias românticas inteligentes - coisa rara hoje em dia.
A direção de Turturro aparece como uma carinhosa homenagem a Allen. Desde o jazz charmoso até os personagens sui generis, tudo lembra um filme do grande diretor das comédias do cotidiano. Há também a temática religiosa, racial e até sexo (ainda que com uma abordagem quase pueril), como sugere o título.
Allen interpreta Murray, um dono de livraria falido que vê na oportunidade de agenciar o amigo Fioravante (Turturro) como garoto de programa, uma salvação para seus problemas econômicos. As situações que surgem desse argumento simples são interessantíssimas e algumas delas, antológicas.
Prestem atenção em uma sequência em particular: quando Murray é levado a uma espécie de tribunal judaico cheio de rabinos decrépitos a fim de ser julgado por suas práticas pouco ortodoxas. Hilariante!
Uma delícia de filme - do início ao fim.

Não vi... Uma pena! também adoro o Woody Allen em cena!
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