sábado, 8 de março de 2014
"Django livre"
Por que colocam polêmica em um filme que é um autêntico Tarantino, o que quer dizer: fazer uma película que é cheia de referências inteligentes ao universo cinematográfico sob o ponto de vista de um cinéfilo e ao mesmo tempo de um talentosíssimo diretor? Tarantino é o sonho de consumo de qualquer um que ame cinema e, um dia, se imaginou tendo a liberdade criativa de poder fazer um filme. Quentin Tarantino era funcionário de locadora, cinéfilo, amante de certos gêneros de filme - faroeste, dentre eles - e, sortudo, ainda foi aquinhoado de talento e personalidade marcantes. Nóss só temos a desfrutar. Agora vem uma discussão se o filme é racista, se a Ku Klux Kan existia à época, blá, blá, blá.....se isso é tão importante para você, provavelmente você não é um amante visceral de cinema e do que cada diretor brilhante como Tarantino pode fazer com uma história fantasiosa, com certas referências de realidade, mas autoral e tão legítima quanto qualquer outra criada. Isso vale para Van Gogh e seu traço criticado e que revolucionou a pintura, Niemeyer, Mozart - considerado louco por fazer óperas em alemão, etc. Não comparo Tarantino a eles, apenas peço respeito à liberdade artística. Vejam Django pelos aspectos memoráveis que ele nos faz experimentar: as atuações MAGISTRAIS de Christoph Waltz, Leonardo Di Caprio e Samuel L. Jackson, os deliciosos diálogos e climas psicológicos que esse diretor sabe criar como ninguém, a linda direção de arte e toda esse clima de homenagem à sétima arte que um cinéfilo/cineasta da estirpe de Tarantino sabe deixar impregnado em nós como ninguém!
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